segunda-feira, 25 de março de 2013

Israel: Ministra da Saúde propõe fim do veto a gays em doação de sangue

Em seu primeiro ato como a nova ministra da Saúde de Israel, Yael German pediu que membros de sua equipe reexaminassem a proibição do governo à doação de sangue por homens homossexuais. Um comitê especial do ministério vai avaliar a questão após a Páscoa Judaica, que começa nesta segunda-feira e termina no dia 2 de abril.

Qualquer pessoa que queira doar sangue em Israel deve antes preencher um formulário com informações pessoais, incluindo histórico médico. Homens que já tiveram relações sexuais com outros homens estão proibidos de doarem sangue. A interdição vale também para usuários de drogas, pessoas que foram diagnosticadas com o vírus HIV ou que foram expostas à doença da vaca-louca, entre outras restrições.

Funcionários do governo continuam definindo homossexuais como um grupo de risco para a infecção de HIV, mas a recém empossada ministra da Saúde mostrou que está disposta a mudar essa postura.

“O comitê vai chamar profissionais relevantes e líderes da comunidade gay para ouvir diferentes opiniões e examinar a possibilidade de modificar a cláusula”, afirmou o ministério em um comunicado.

Os bancos de sangue israelenses começaram a monitorar e limitar as doações de sangue por homossexuais na década de 80, com a descoberta da AIDS. Qualquer homem que tenha tido relações gays desde 1977 está desqualificado.

Outros países também limitam a doação de sangue por gays. Nos EUA, o rigor é maior: não podem doar aqueles que tiveram relações homossexuais em qualquer momento da vida. Já em muitos países, como Japão, Austrália, Reino Unido, Suécia, Argentina e Chile, o prazo é de um ano. Em outros, como Espanha, Itália e México, não há objeções.

fonte: Extra

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